O míldio do tomateiro

O míldio do tomateiro é causado pelo fungo Phytophthora infestans. Pode-se observar sintomas da doença nas folhas, caules e frutos.Na página superior das folhas surgem manchas descoradas e translúcidas, que acabam por secar, e na página inferior um enfeltrado de cor branca (Fig. 2).
Nos caules, os sintomas verificam-se a partir da base dos pecíolos foliares e caraterizam-se por lesões pardas, longitudinais e transversais que acabam por ficar cobertas de um micélio pulverulento . Estas lesões acabam por provocar a morte da parte superior da planta.
Nos frutos, em qualquer ponto mas em particular em redor do cálice, forma-se manchas cinzentas, em depressão de contornos sinuosos e de superfície ligeiramente áspera. Com o evoluir da doença, sobre as manchas já referidas,
Alerta aranhiço do abacateiro
Até recentemente, e de uma forma geral, esta cultura não sofria de problemas
fitossanitários importantes que implicassem grandes cuidados, mas o aparecimento
de duas pragas vieram acarretar prejuízos financeiros ao produtor, ao comprometer a sua produção.
Em seguida, apresentam-se as pragas e doenças que normalmente surgem nesta cultura
- Mosquinha branca do abacateiro (Aleuroplatus perseaphagus) – frequente, mas com impacto económico reduzido;
- Tripe-negro-das-estufas (Heliothrips haemorhöidalis) – pouco frequente, com impacto económico reduzido;
- Gorgulho do abacateiro (Naupactus godmanni) – pouco frequente, alimenta-se das folhas, com impacto económico reduzido;
- Mineira-do-abacateiro (Caloptilia staintoni) – espécie endémica tendo como hospedeiros lauráceas da floresta indígena,
mas surgindo ocasionalmente no abacateiro, com importância reduzida;
- Aranhiço vermelho do abacateiro (Oligonychus perseae) – disseminada em toda a cultura, esta praga caracteriza-se
pelos sintomas nas folhas (Figura 1), a partir da nervura central e alastrando para o exterior, formando
uma mancha castanho ferrugem. Os danos são indiretos, uma vez que provoca a queda das folhas
(quando o ataque é intenso), reduzindo a produtividade da planta e consequentemente afetando
o desenvolvimento dos frutos. Esta praga apresenta consequências económicas significativas para a produção de abacate.
Uma das doenças do morangueiro
provocada pelo fungo Botrytis cinérea. Sendo mais visível pelos estragos que ocasiona nos
frutos, pode também atacar folhas, pecíolos, botões florais e pétalas. É um fungo que permanece
no solo em restos vegetais de culturas anteriores contaminadas.
É particularmente importante quando ataca os frutos na fase da maturação.
Aparecem de início pequenas manchas castanhas moles, que depois, em condições favoráveis,
se cobrem de um enfeltrado cinzento. Os frutos podem ficar mumificados.
As condições favoráveis a esta doença são a temperatura entre os 18 e os 25 graus Celso
e humidade relativa acima de 80%, condições que na nossa região ocorrem frequentemente.
Instalar a cultura em bancadas elevadas, evitar o excesso de azoto, promover o arejamento
dentro da estufa, adequar o compasso de plantação ao vigor vegetativo da variedade em cultura
e retirar os frutos infectados e as folhas doentes e senescentes o mais rapidamente possível
para fora da parcela são medidas que diminuem o impacto da doença.
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